quinta-feira, 5 de março de 2026

 Casamento: o altar não é o final da história, é o começo

Em minha trajetória cristã, tenho participado de muitos encontros de casais e, nos últimos anos, algo tem me causado grande preocupação: o alto índice de divórcios também no meio eclesiástico.

O que está mudando no cotidiano da família cristã?

O que tem influenciado essa realidade?

Pesquisas apontam que os motivos mais frequentes para o divórcio são traição, ciúme, dinheiro e até a chamada “incompatibilidade de gênios”. No entanto, tenho observado algo ainda mais profundo: um certo despreparo entre os cônjuges para assumirem responsabilidades, lidarem com diferenças e desenvolverem tolerância no convívio diário.

Muitos se esquecem de que as diferenças não são necessariamente sinais de fracasso — podem ser, na verdade, oportunidades de amadurecimento e prova do sentimento.

Creio que olhar na mesma direção, tendo Cristo como alvo, é condição essencial para permanecerem unidos, apesar de todas as influências que atravessam a vida moderna.


Uma prática preciosa é orar um pelo outro, pedindo a cobertura do Pai sobre o cônjuge e sobre a família.

Em Provérbios encontramos uma orientação profunda:

“Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço.”

Essa palavra também fala ao casal.


A fidelidade é uma característica do próprio Deus, que nos ensina a sermos fiéis a Ele e também ao nosso cônjuge.

Tentações sempre existirão, mas fugir da aparência do mal é responsabilidade nossa.Quer um casamento onde o “até que a morte nos separe” seja uma realidade?

A Palavra nos orienta:

“Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai.”


É fácil?

Não. De forma alguma.

Mas quando o casal confia na promessa de Deus — de que Ele mesmo guarda, protege e sustenta — torna-se verdadeiramente mais que vencedor.

O amor é forte.

O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Não há tempestade capaz de destruir um casamento que esteja alicerçado em Cristo.

Curtam a vida cotidiana juntos.

Beijem-se muito.

Cultivem um relacionamento amoroso que satisfaça a ambos.

Sejam criativos um com o outro.

Surpreendam-se com gestos de carinho que alimentam os laços afetivos.

Perdoem-se.

Não deixem a mágoa escondida no coração.

Dialoguem.

Riam juntos.


E, sobretudo, sejam amigos.

Não existe receita pronta.

Cada casamento precisa ser temperado pelos próprios cônjuges.

Às vezes serão necessários ingredientes mais fortes. Outras vezes, apenas um pouco mais de paciência e ternura. Mas vale a pena buscar o equilíbrio até encontrar o tempero certo.

E o melhor de tudo?

Vão em frente. Se permitam ser felizes.

Porque, afinal, o amor jamais acaba.

Abraços,

Vera Lins Sant’Anna

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  Há batalhas que pertencem ao Senhor Existem momentos na vida em que as circunstâncias parecem grandes demais para nós. Problemas, lutas e ...