“Repetir cansa. Não poder falar enlouquece.” – (Capinejar)
Clube de leituras cristãs, resenhas de romances cristãos, reflexões bíblicas curtas, indicações de livros cristãos.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
O tempo é como um rio: nunca tocamos a mesma água duas vezes, pois a corrente que passou não voltará. Por isso, precisamos viver com sabedoria cada minuto desse presente divino que é a nossa existência.
A Bíblia nos ensina que “a morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18:21). Cada palavra que pronunciamos é como uma semente lançada no coração de alguém — ela pode gerar cura ou ferida, esperança ou desânimo, paz ou discórdia.
Ego Transformado
por Timothy Keller
Esse é um livro pequeno no tamanho, mas imenso na confrontação.
Timothy Keller toca em uma das raízes mais silenciosas da alma humana: o ego. Não apenas o orgulho visível, mas aquela necessidade constante de provar valor, defender imagem, comparar-se, vencer debates internos e externos.
A grande tese do livro
Keller parte de 1 Coríntios 3:21–4:7 para mostrar algo revolucionário:
O problema do ego não é apenas quando pensamos demais em nós mesmos.
É quando pensamos em nós o tempo todo.
O ego natural é:
vazio, mas sempre querendo ser preenchido;
frágil, mas sempre se defendendo;
faminto por aprovação;
facilmente ferido.
E a sociedade moderna, em vez de curar isso, costuma alimentar ainda mais — dizendo: “Acredite em você”, “Afirme-se”, “Construa sua imagem”.
Mas Keller aponta para outro caminho:
O evangelho não infla o ego.
O evangelho o transforma.
O ego transformado
A verdadeira liberdade não está em pensar melhor de si.
Nem em pensar pior de si.
Está em pensar menos em si.
Quando compreendemos que nossa identidade já está segura em Cristo — nem a crítica nos destrói, nem o elogio nos define.
Isso é profundamente libertador.
Não precisamos vencer toda discussão.
Não precisamos ter a última palavra.
Não precisamos provar valor o tempo inteiro.
Porque já fomos aceitos.
O impacto espiritual
O livro confronta com delicadeza. Ele desmonta aquela espiritualidade competitiva que às vezes se instala até dentro da igreja.
Keller nos lembra que humildade cristã não é baixa autoestima.
É segurança em Deus.
E talvez essa seja a parte mais bela:
Quando o ego é transformado pelo evangelho, nasce uma alegria verdadeira. Não aquela alegria baseada em desempenho, mas aquela que vem da graça.
Recomendo muito, esse livro.
Quando o Mundo Cai ao Meu Redor
por
Catarine Cecília
Silêncio daqueles que não vêm da falta de palavras, mas da surpresa com o desenvolvimento da história.
É sempre uma surpresa doce quando encontramos profundidade espiritual em alguém tão jovem. Aos 24 anos, Catarine escreve com uma sensibilidade que não é apenas emocional é espiritual. E isso não se aprende apenas com técnica. Isso nasce de intimidade com Deus.
A imagem da capa já anuncia a mensagem: o chão rachado, o mundo aparentemente quebrado… e flores surgindo das fendas.
Que metáfora mais profunda!
Vivemos tempos em que tudo parece frágil, relacionamentos, sonhos, estabilidade emocional. O livro conversa com essa realidade sem dramatização excessiva, mas com verdade. Ele não ignora o colapso. Ele o atravessa.
E talvez seja isso que mais me tocou: a fé apresentada ali não é triunfalista. Não é barulhenta. Não é de palco. É uma fé que resiste. Uma fé que se ajoelha quando o mundo cai.
Como escritora cristã, sempre digo que as histórias mais profundas não começam no auge — começam nas rachaduras. E é exatamente ali que a autora nos conduz: para o lugar onde Deus não impede todas as quedas, mas sustenta cada passo.
Há maturidade na dor.
Há crescimento no abalo.
Há flores onde antes só víamos fissuras.
erminei o livro com gratidão, por ver uma nova geração escrevendo com temor, com sensibilidade e com sede de Deus.
Que essa juventude espiritual floresça ainda mais.
Minha Jornada Literária: Livros Publicados e Novos Caminhos
Escrever, para mim, nunca foi apenas produzir histórias.
É responder a um chamado.
Ao longo dos anos, meus livros nasceram de fases diferentes da vida: maternidade, ministério, perdas, amadurecimento, amor, fé e permanência. Cada obra carrega uma parte da minha caminhada com Deus e com as pessoas que Ele colocou ao meu redor.
O Imaginário Infantil e Seus Reflexos no Ensino Religioso
Uma obra que dialoga com a formação espiritual das crianças e com a importância do ensino religioso sensível e responsável. É uma reflexão sobre a minha tese de Doutorado.
Aqui, abordo como o universo imaginário infantil influencia a compreensão da fé, mostrando que espiritualidade também se constrói com cuidado, linguagem adequada e escuta.
É um livro que nasce do olhar atento à educação e à formação cristã desde a infância.
Mestras do Bem
Rompendo as barreiras frente ao século 21
Uma homenagem às educadoras que, silenciosamente, moldam gerações.
Este livro traz reflexões sobre o papel transformador da mulher na educação, destacando valores, ética e compromisso num mundo cada vez mais desafiador.
É uma celebração da vocação de ensinar com propósito.
A Cruz, o Berço e o Altar
Quando o quarto ficou vazio…
Uma das obras mais sensíveis da minha trajetória.
Aqui falo sobre maternidade, entrega, fé e o momento em que os filhos seguem seus próprios caminhos. Entre o berço e o altar, existe uma jornada de amor, renúncia e confiança em Deus.
É um livro para mães que aprenderam que amar também é deixar ir.
Aliançados pela Graça
Um romance cristão que fala de compromisso, promessa e construção diária do amor.
Porque acredito que o amor verdadeiro não termina no altar, ele começa ali.
Esta obra marca minha caminhada mais intensa na literatura romântica cristã, onde fé e relacionamento caminham juntos.
Apreciação do livro:
Em um tempo em que o amor romântico é tão valorizado e ao mesmo tempo tão vilipendiado aos olhos da sociedade, Lana e Ruan entendem a sua importância, mas será que ele se basta? Feitos um para o outro? Almas gêmeas? O amor romântico carrega mesmo tanto determinismo? O amor romântico pode ser simples, leve, somar forças. Mas também pode ser o passaporte para a destruição de vidas. Equilibrar sentimentos e convicções não é uma escolha de Lana e Ruan, mas uma necessidade. Uma história de amor, mas também de razão. De romantismo, mas de "pé no chão". De fé, mas de senso crítico. Que não acaba em si mesma. Uma releitura de uma expressão popular cunhada em dizeres virtuais diz que "nem tudo são flores, mas tudo é semente". Sim, e tudo é colheita. O livro é mais que um romance. Nele, Ruan e Lana são protagonistas de suas histórias, ao mesmo tempo em que são coadjuvantes das histórias de seus entes queridos, e instrumentos dos planos de Deus.
Renata Galvão de Melo Sant’Anna(Advogada)
A Concubina Oculta: das sombras ao trono
Uma narrativa mais densa, que atravessa conflitos, escolhas e redenção.
Aqui, exploro as sombras da alma humana e a possibilidade de restauração quando Deus intervém na história.
É um livro sobre identidade, superação e propósito.
Avaliação na Amazon
Márjori é mais do que uma concubina: é símbolo de luta, inteligência e resistência silenciosa em meio a uma sociedade dominada por jogos de poder e aparências. A autora nos faz acompanhar sua trajetória com os olhos do coração, sentindo cada dor, cada vitória e cada escolha difícil.
A escrita é elegante, sensível e ao mesmo tempo firme. É impossível terminar o livro sem sentir que Márjori nos transformou de alguma maneira. Uma obra que merece ser lida, relida e indicada a todos que valorizam personagens femininas fortes e histórias que ficam com a gente muito depois da última página.
E o que vem pela frente…
Novos projetos estão sendo preparados com o mesmo cuidado e amor.
Continuo escrevendo histórias que não são apenas romances,são jornadas espirituais.
Porque minha literatura nasce de uma convicção:
O amor é decisão.
A fé é permanência.
E Deus é o centro de todas as histórias que valem a pena ser contadas.
Recomendação de livro (1)
O Sofrimento Nunca é em Vão
por Elisabeth Elliot
Elisabeth Elliot não escreve como quem estudou a dor apenas nos livros. Ela fala como quem atravessou o vale da sombra. Perdeu o marido, missionário, assassinado no campo missionário. Conheceu o luto, o silêncio de Deus, a perplexidade. E ainda assim — ou talvez por isso — ela afirma com serenidade: o sofrimento nunca é em vão.
A grande verdade do livro
O sofrimento, quando entregue a Deus, não é desperdício.
Ele é ferramenta.
Ele é cinzel.
Ele é altar.
Vivemos numa geração que foge da dor. Mas Elisabeth nos conduz a uma visão mais profunda: Deus não desperdiça lágrimas. Nada do que Ele permite é acidental. O sofrimento pode não fazer sentido imediato, mas sempre tem propósito eterno.
Ela nos lembra que:
Nem toda dor será explicada.
Nem toda pergunta terá resposta nesta vida.
Mas toda dor pode ser redimida.
A espiritualidade da aceitação
Uma das mensagens mais fortes do livro é sobre aceitação, não resignação amarga, mas entrega confiante.
Aceitar é dizer:
“Senhor, eu não entendo, mas eu confio.”
O sofrimento como lugar de transformação
O vaso quebrado na capa não é apenas destruição — é símbolo de algo maior. Somos frágeis. Somos quebráveis. Mas Deus trabalha justamente nas rachaduras.
O sofrimento:
revela onde nossa fé estava apoiada;
purifica motivações;
aprofunda nossa dependência;
molda nosso caráter à imagem de Cristo.
Não é a dor que nos transforma — é a graça no meio dela.
Uma reflexão final
Talvez a pergunta não seja:
“Por que estou sofrendo?”
Mas:
“O que Deus está formando em mim através disso?”
Elisabeth não romantiza a dor. Ela a encara. Mas aponta para um Deus soberano, amoroso e presente — mesmo quando parece silencioso.
E isso é profundamente cristão.
Jamais permita que alguém ou alguma coisa tome o lugar de Deus
O tempo de silêncio na vida de Paulo nos ensina que os “intervalos” de Deus não são desperdício, mas preparo. Enquanto tudo parecia parado em Tarso, o Senhor estava moldando caráter, aprofundando raízes e curando feridas, longe dos aplausos e da pressa humana. Antes do púlpito, houve o deserto; antes das viagens missionárias, houve anonimato; antes de falar às multidões, Paulo precisou aprender a ouvir a Deus no secreto. Assim também conosco: quando nada parece acontecer, Deus está trabalhando no invisível, formando em nós a maturidade que sustentará o propósito futuro. Deus não desperdiça experiências. O silêncio de hoje pode ser o alicerce do chamado de amanhã.
Há pérolas dentro de você.
Há batalhas que pertencem ao Senhor Existem momentos na vida em que as circunstâncias parecem grandes demais para nós. Problemas, lutas e ...
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